Ethanol Summit 2009

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Summit examina impactos do desmatamento na balança comercial
06/05/2009

O setor produtivo brasileiro muitas vezes resiste ao monitoramento e o estabelecimento de condições ambientais para as exportações, com o argumento de que tais regras têm o objetivo de penalizá-lo, enquanto concorrentes americanos e europeus estariam se escondendo atrás de barreiras tarifárias. Sem descartar essas possibilidades, existem também implicações reais. As afirmações são do diretor de estratégias de conservação para a América do Sul da ONG Nature Conservancy (TNC), David Cleary, que tem presença confirmada no Ethanol Summit 2009 como palestrante no painel “Protegendo Ecossistemas na Produção de Biocombustíveis”, marcado para dia 2 de junho.

Segundo Cleary, o brasileiro nem sempre entende como a imagem do País acaba sendo prejudicada no exterior por causa da questão ambiental. “Esperar que produtores dos Estados Unidos e da Europa não aproveitem isto para ganhar vantagem sobre o produto brasileiro é ingenuidade” enfatiza Cleary. Para o ambientalista, ao invés de reclamar, os brasileiros deveriam comprovar  que não estão desmatando.

Cleary destaca que na área do etanol, quase a totalidade do processo de expansão no Brasil tem ocorrido em cima de áreas já degradadas. Segundo ele, isto torna o balanço de carbono positivo, referindo-se às emissões causadoras do efeito estufa e ao uso e transformação de energia. Ele explica que o uso do biocombustível para substituir o combustível fóssil teoricamente oferece ganho na questão das emissões de carbono, mas lembra que dependendo de como esse combustível é produzido e se provocou o desmatamento de floresta, o processo também pode liberar carbono e prejudicar o meio ambiente.

Economicamente, isso pode ser prejudicial pois o desmatamento pode se refletir no comércio exterior. Cleary explica que notícias sobre desmatamento criam resistência no consumidor europeu, que está preocupado com questões ambientais e não quer adquirir um produto cuja origem esteja associada à destruição de florestas. Apesar disso, o ambientalista diz que é difícil convencer produtores e associações de classe a aceitar as regras.

Durante sua participação no Ethanol Summit, Cleary - estudioso do meio ambiente na América do Sul, com destaque para o Brasil - pretende abordar a questão da modernização ambiental do setor, verificar o relacionamento entre balanço de carbono e conversão de ecossistema nativo para biocombustíveis, analisar o cultivo da cana-de-açúcar do ponto de vista ambiental, o monitoramento e avaliar os impactos do uso da terra. “É importante a intensificação da agricultura, especialmente o aproveitamento de área subutilizada de pasto, pois isto permite o mínimo de impactos ambientais”, explica Cleary.


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