Ethanol Summit 2009

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Clinton condiciona apoio ao etanol à sua sustentabilidade
01/06/2009

O ex-presidente dos Estados Unidos (EUA), Bill Clinton, condicionou o apoio americano ao programa do etanol brasileiro à sustentabilidade do biocombustível de cana-de-açúcar. Clinton foi palestrante no primeiro dia do Ethanol Summit 2009, em São Paulo.

Ele sugeriu que o Brasil precisa maximizar seu potencial para ajudar países com problemas de emissão de gases de efeito estufa, como é o caso dos EUA, por meio de sua tecnologia de produção de etanol de cana-de-açúcar. O etanol de cana produz 90% menos gases de efeito estufa do que a gasolina.

Clinton disse que o transporte é mais ou menos atraente em alguns lugares, seja com carros elétricos ou a etanol. Mas destacou que não se tratam de soluções excludentes entre si. Para ele, todo país vai preferir a solução bicombustível, primeiramente com carros flex.

“Acredito que devemos apoiar o etanol do Brasil”, argumentou ele. Clinton respondeu perguntas do representante da União Nacional da Indústria de Cana-de-Açúcar (ÚNICA) na América do Norte, Joel Velasco, sobre soluções simples e baratas contra as emissões de CO2 nos transportes e os bicombustíveis como parte da solução.

O Brasil, como os EUA, disse o ex-presidente, deve adotar um sistema para reduzir as emissões de carbono e deixar a terra intacta. É preciso ver o que mais pode ser feito na cidade, transformar parte dos resíduos sólidos em energia, disse ele, ao afirmar que está trabalhando com algumas cidades com este objetivo por meio de sua fundação.

O trabalho com a valorização dos créditos de carbono, entre outros itens, deve ser feito em comum acordo entre os dois países, aconselhou: “Acho que vocês (brasileiros) vão se beneficiar financeiramente. Terão que dar os primeiros passos e liderar o nosso caminho para um futuro melhor.” 

Crianças homenageiam Clinton

No início da apresentação do ex-presidente Bill Clinton, cinco crianças entraram caracterizadas como personagens de um livro, representando as diversas faces da população brasileira. As crianças fazem parte do programa “Educação pela paz nas escolas”, aplicado nos Estados de São Paulo e Minas Gerais e patrocinado por cinco usinas: Moema, Mandu, Vertente, Itapagipe e Frutal. O programa envolve mais de 30 mil pessoas em 13 cidades dos dois Estados e ensina a cultura da paz e como evitar conflitos.

As crianças presentearam o ex-presidente com uma luminária de chão, produzida com madeira de demolição e cestaría pelo artista plástico Tóti, na cidade de Bichinho, em Minas. Elas são de Frutal e homenagearam o ex-presidente durante sua palestra no Ethanol Summit 2009, em São Paulo.

Ao final de sua apresentação, Clinton afirmou: “Se trabalharmos juntos e pouparmos nossos netos de muitas mudanças climáticas, poderemos ter um modelo na América Latina e Estados Unidos que gere riqueza. Quanto mais fizermos isso, mais essas crianças que representaram os diferentes rostos do Brasil terão um futuro.”

EUA precisam lidar com oportunidades, diz Clinton

A Califórnia está importando etanol da cana-de-açúcar. Os Estados Unidos precisam lidar com as oportunidades disponíveis para reduzir as emissões de gás de efeito estufa de forma economicamente viável. A afirmação foi feita pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, durante a abertura do Ethanol Summit 2009, em São Paulo. “Temos que usar veículos híbridos”, sugeriu ele. Clinton lembrou que a energia solar e eólica nos EUA representa 25% da energia usada no país. A força do vento poderia ser muito mais redirecionada para a energia, mas o ex-presidente argumentou que se fossem construídos parques eólicos, cujo investimento é elevado, não haveria como fazer a distribuição da energia.

Afirmou que formas economicamente vantajosas para lidar com essa situação serão discutidas em 2010, quando haverá o encontro das C40, as maiores cidades do mundo, em São Paulo: “Se fizermos o financiamento correto, fecharmos todos os aterros do mundo, resolveremos o problema da saúde pública e dos transportes, com energia limpa, e ainda serão criados empregos para separar materiais para reciclagem.”

Clinton sugere que se estimule quem quer ficar na terra e torná-la produtiva. “Eu nasci em área agrícola (Arkansas), o Brasil é a melhor terra do mundo. Só o Brasil e a Argentina aumentaram de forma dramática a produção de grãos por hectare. O problema é que as pessoas não têm direito à terra, acabam tirando o que precisam da terra marginal.” Em sua opinião, o Brasil, como os Estados Unidos, deve adotar um sistema para reduzir as emissões de CO2 e deixar a terra intacta. Informou que seu estado agora quer voltar a plantar e que fechou um acordo com ele neste sentido, de olho na sustentabilidade.

Indústria automobilística

Sobre a concordata da GM nos Estados Unidos, o ex-presidente opinou que a indústria automobilística foi atingida pela crise financeira por falta de cálculos, inclusive políticos.  Se os veículos flex fuel ocuparam espaço no mercado brasileiro, onde já representam 90% dos novos modelos, nos EUA isto não aconteceu. Para Clinton, isto reflete o medo dos americanos, que jamais comprariam esses carros, temendo pelo desemprego. Admitiu que seja muito difícil resolver o problema. Disse que a indústria americana produz ótimos carros, mas precisa passar por este processo. Ao final, os carros terão energia mais limpa. Ele é favorável também que se diminua o número de veículos nas ruas: “Se usarmos menos carros, não precisarão produzir tanto.”


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