Ethanol Summit 2009

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Painel do Summit rechaça o mito de que biocombustível afeta produção de alimentos
04/06/2009

A produção de combustíveis renováveis não interferiu no aumento dos preços dos alimentos em 2008. Outros fatores contribuíram para isso, como o crescimento da demanda por alimentos no mundo, a redução dos estoques mundiais de grãos, elevação dos custos de energia para o transporte de alimentos e seus insumos, barreiras comerciais e desvalorização do dólar americano. As conclusões foram expostas, nesta quarta-feira (03/06/09), durante o painel “Alimento X Combustíveis: dilema ou dogma”, no último dia do Ethanol Summit 2009.

Os debates, mediados por Weber Amaral, professor da Escola de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), contaram com a participação de Ron Litterer, chairman da Associação Americana de Produtores de Milho (NCGA), Fabian Delcros, conselheiro da  delegação da Comissão Européia no Brasil, Ismael Perina, presidente da Organização dos Plantadores de Cana do Centro-Sul do Brasil (Orplana), e Alexandre Strapasson, diretor de agroenergia do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA).

“Nos Estados Unidos, a produção de milho destinada aos biocombustíveis impactou somente de 10 a 15% os preços dos alimentos”, observou Ron Litterer. Entretanto, na visão do presidente da Orplana, no Brasil a situação foi diferente: “Não há nenhuma ligação entre o aumento dos preços dos alimentos e a produção de etanol no País, pois usamos apenas 1% das terras aráveis para produção de etanol de cana”.

“Hoje em dia, somos um dos maiores produtores e exportadores de alimentos, além de termos duplicado a produção de grãos na última década”, complementa Alexandre Strapasson. A rotatividade da cultura da cana é um bom exemplo. Na entressafra, dependendo das condições climáticas, os produtores substituem o plantio por amendoim ou soja, sem danificar o solo. “Hoje, em torno de 16 a 17% das áreas de cana são reformadas para a cultura de outros alimentos”, ressalta o diretor do MAPA.  

“Por conta da sua extensão territorial e condições climáticas favoráveis, o Brasil tem vocação agrícola diversificada”, pondera Fabian Delcros, representante da União Européia (UE). 

O mito de que a expansão da produção de etanol no Brasil poderá causar o desflorestamento da Amazônia também foi rechaçado. Atualmente, 90% da produção da cana brasileira se concentram na região Centro-Sul, a 2,5 mil quilômetros da floresta amazônica. O restante das áreas de cultivo se localiza na região Nordeste, a 2 mil quilômetros do grande bioma.“Perto de 25 milhões de hectares de pastagens degradadas do Brasil estão disponíveis para a ampliação da cultura canavieira”, explica o executivo da Orplana.

Durante a discussão, os palestrantes também destacaram a importância de se aplicar técnicas sustentáveis na produção dos biocombustíveis para não comprometer a segurança alimentar mundial. A redução do consumo da água nos processos industriais foi lembrada por Strapasson como uma ação já em curso no setor sucroenergético.  A reutilização da vinhaça e a eliminação da lavagem da cana são exemplos destas iniciativas.


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