Ethanol Summit 2009

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Setor de cana vê bonança a usineiro que sobreviver à crise
site Invertia
30/05/2009

As perspectivas de médio prazo são positivas para as usinas brasileiras de açúcar e álcool. Os preços do açúcar já estão em seu maior valor dos últimos três anos, o consumo local de etanol continua crescendo, e o preço global dos combustíveis deve se recuperar no segundo semestre, segundo analistas.

Mas vários grupos podem não sobreviver para colher os benefícios desses fundamentos, por estarem soterrados em dívidas. O crédito deve dominar as discussões na semana que vem na segunda edição do Ethanol Summit, em São Paulo.

Promovida pela União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), a cúpula reunirá especialistas, pesquisadores, executivos, funcionários governamentais de todo o mundo e personalidades como o ex-presidente norte-americano Bill Clinton.

A crise financeira global abalou o setor, que havia se endividado para ampliar a produção de álcool nos últimos anos. Muitas empresas passaram os últimos meses renegociando com os bancos, e algumas provavelmente só vão conseguir se recuperar se receberem novas injeções de capital, segundo analistas.

"O futuro é belo. O problema é chegar lá," disse o presidente da Datagro, Plínio Nastari. "Haverá turbulência até que cheguemos a um porto seguro."

O mercado global do açúcar deve ter em 2009 seu segundo ano consecutivo de déficit de oferta, com a devida reação dos preços. Alguns acreditam que a crise global poderá reduzir a demanda, mas por outro lado as restrições ao crédito também devem atenuar a expansão dos canaviais e usinas.

No Brasil, apesar de outra safra recorde de cana, o aumento na colheita em 2009/10 mal é considerado suficiente para atender a demanda interna e externa, segundo Nastari.

A Datagro vê um aumento de 7% na produção de cana brasileira neste ano, abaixo dos 8% que seriam necessários para equilibrar oferta e demanda. Nos últimos três anos, quando as usinas se aproveitaram do crédito abundante para crescer mais, o aumento médio foi de 13%.

"A cifra deste ano é muito inferior que a anterior, o que é ótimo. E no ano que vem pode ser ainda mais baixa, já que ninguém está investindo muito," afirmou Nastari.

Os produtores reduziram o uso de fertilizantes nos canaviais devido à falta de capital, e a expansão do setor já ocorre num ritmo menos acelerado, embora a demanda continue crescendo. As exportações de etanol devem cair neste ano, mas a redução não deve se repetir em 2010, segundo Nastari.

"O Brasil se tornará um fator de otimismo no ano que vem," disse ele. "O segredo para sobreviver será ter fluxo de caixa nos próximos três anos para sustentar os preços do etanol. Depois disso, as coisas tendem a melhorar."

Nastari espera que o processamento da cana na safra 2010/11 seja semelhante ao da atual safra, na casa de 550 milhões de t.


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