Ethanol Summit 2009

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Dia de louvor ao álcool de cana
Valor Econômico
02/06/2009

Em dia de Al Gore, o ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, reiterou alertas contra os riscos do aquecimento global, a urgência da adoção de políticas de uso de energia renováveis, louvou os países mais bem-sucedidos na redução das emissões de CO2 como sendo os mesmos que reduzem a desigualdade de renda, e elegeu o Brasil como um dos exemplos a serem seguidos. "O Brasil respondeu o ''como'' da pergunta sobre como adotar uma energia renovável com grande eficiência", afirmou. Clinton foi a principal estrela da abertura do Ethanol Summit, evento realizado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Ao iniciar a fala sobre a necessidade de que se espalhem pelo mundo iniciativas como a do etanol brasileiro, que tem produtividade bem acima da obtida pelos EUA - o milho é a base de produção do combustível -, Clinton falou da severidade das mudanças climáticas e, nesse momento, soou como - e citou - Al Gore, seu ex-vice-presidente, que tem viajado pelo mundo para alertar sobre a questão do aquecimento global.

Clinton reiterou a necessidade de o Brasil delimitar bem as áreas de produção de cana para que elas, em uma eventual ampliação das regiões de cultivo, não ocupem as áreas de grãos do Centro-Sul. Esse movimento poderia pressionar o plantio de grãos para regiões mais próximas da Amazônia. A preocupação dos estrangeiros participantes do encontro com a Amazônia é proporcional à dos brasileiros em repetir mais uma vez que não só a produção de cana está longe da floresta amazônica como suas terras não servem para o cultivo da cana.

"O plantio de cana-de-açúcar em São Paulo e no Nordeste está a 2.500 quilômetros da floresta", disse, em uma das plenárias realizadas antes da fala de Clinton, o deputado federal Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP). "Todos sabemos que as terras pobres da Amazônia não servem ao cultivo de cana", complementou a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Antes que o concorrido Bill Clinton ou qualquer outro estrangeiro que eventualmente desconhecesse a geografia nacional pudesse apresentar preocupação com a ocupação da Amazônia pela cana, a senadora tratou de repetir o mantra: a cana espraia-se atualmente por 8,36 milhões de hectares, área menor que 1% do território nacional.

Mendes Thame já tinha tratado de deixar claro, antes, que a área de cana deve crescer 3 milhões de hectares nos próximos dez anos. "O ritmo de crescimento será menor que o dos últimos dois anos", disse. "Com isso, a pressão sobre áreas de agricultura dedicadas ao cultivo de grãos será menor".

Ainda que se ressalve que o modelo brasileiro de agroenergia não pode ser replicado em todos os países do mundo, Clinton ressaltou o ganho nas ações relacionadas à sustentabilidade. "Dos 155 países que assinaram o Protocolo de Kyoto, só quatro - Alemanha, Suécia, Dinamarca e Reino Unido - devem atingir as metas de redução de emissões de CO2. São os mesmos que têm reduzido a desigualdade de renda desde então". Nessa hora, Clinton falou do governo Clinton: "Desde 1973, a desigualdade de renda nos EUA só não aumentou em quatro anos. Foram os anos do meu segundo mandato".


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