Ethanol Summit 2009

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Clinton quer mudança para economia sustentável
Site Terra - www.terra.com.br
01/06/2009

O ex-presidente norte-americano Bill Clinton disse, durante o Ethanol Summit 2009, realizado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar, em São Paulo, que o combate às mudanças climáticas requer mudanças na economia. "Nos Estados Unidos, será necessário agir de forma economicamente viável. Precisamos criar emprego, produzir veículos híbridos, reduzir as emissões provenientes da construção civil. Ser mais eficientes."

O ex-presidente citou um estudo recente do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) mostrando que o futuro pode ser pior do que previsto. Técnicos fizeram uma revisão dos dados sobre as mudanças climáticas e concluíram que, a se manter os atuais níveis de emissão, em 2100 em vez de aumento de 4% na temperatura média do planeta, ela chegará a 9%, o que seria catastrófico.

Energia - De acordo com Clinton, para reduzir as suas emissões - 51% da energia gerada é proveniente da queima de carvão -, os Estados Unidos terão de redesenhar toda a rede elétrica. Estudos mostram que o País tem um bom potencial para energia solar e eólica. "Já sabemos que 25% de nossa energia pode ser gerada a partir dos ventos, na fronteira de Dakota do Norte com o Canadá e na fronteira com o México, mas temos problemas para transportá-la. Também será necessário adotar medidas na construção civil, para reduzir as emissões. No que diz respeito a carros, temos de tirá-los das ruas."

Sobre o etanol brasileiro, o ex-presidente disse ver com bons olhos o futuro dessa atividade, mas, para isso, é preciso convencer o mundo de que, ao adotar essa alternativa, não vai estar criando um outro problema, a devastação das florestas tropicais.

Clinton, que visita o País pela sexta vez, disse que entre os mais de cem países que assinaram o Tratado de Quioto, só quatro vão cumprir as metas ali propostas: Suécia, Dinamarca, Alemanha e Reino Unido.

Florestas - "Muitos assinaram de boa fé, mas não conseguiram. O Brasil respondeu bem com etanol, mas há outras coisas a serem resolvidas, como as emissões causadas pelo uso da terra, como as queimadas. Esses países conseguiram por terem sabido transformar as intenções em realidade. Hoje, no mundo, o que interessa é como transformar as intenções", disse. Ele defendeu a criação de um sistema que dê valor às emissões de carbono. "Dessa forma teremos mais condições de manter as florestas em pé."

Entre os desafios que o mundo tem pela frente, Clinton citou a busca de um outro modelo de desenvolvimento. "Este é insustentável." Ele disse que é preciso jogar um foco para analisar a questão da interdependência das economias e as desigualdades. "Na década atual, somente a Europa reduziu as desigualdades, especialmente os países que assinaram o Tratado de Quioto", afirmou.

O ex-presidente afirmou que Estados Unidos e Brasil devem promover parcerias para o desenvolvimento de energia mais limpa. Lembrou que Obama e Lula têm uma boa relação. Contou que tentou levar a tecnologia brasileira para a produção de etanol para a República Dominicana, mas não foi bem sucedido. "Lá eles ganham mais exportando rum para os Estados Unidos." O presidente da Unica, Marcos Jank, disse que o setor de etanol vem tomando várias iniciativas no sentido de processos mais sustentáveis. Defendeu a ação conjunta com o governo norte-americano na área de energia e disse que a energia limpa deve fluir sem barreiras de comércio.


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