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No Brasil, Bill Clinton diz que comércio de carbono pode ajudar a preservar florestas
Site Último Segundo - ultimosegundo.ig.com.br
01/06/2009

O ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, defendeu o sistema de comércio das emissões de carbono ao discursar no Ethanol Summit, cúpula sobre biocombustíveis organizada pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), em São Paulo. Clinton acredita que o sistema deva ser adotado nos EUA e no Brasil.

“Espero que o Brasil, assim como os EUA, adotem um sistema que valorize as emissões de carbono”, disse Clinton. Com isso, segundo o ex-presidente, seria rentável para o País manter suas florestas em pé.

Tragédia

Clinton afirmou que o aquecimento global já é uma preocupação global, no entanto, as nações ainda não sabem como ser mais sustentáveis. De acordo com o ex-presidente, a maior tragédia do protocolo de Kyoto não foi ter ficado sem a assinatura de grandes países poluidores, como os EUA, mas sim que ao final do prazo, 145 das 155 nações signatárias não terão cumprido suas metas.

Marcos Jank, presidente da Única, fez uma introdução exaltando o papel do etanol para contribuir com a diminuição do aquecimento global. “A energia limpa deve fluir livremente sem barreiras de comércio”, afirmou Jank, em referência as taxas alfandegárias enfrentadas pelo etanol, em países como os EUA. Clinton, no entanto, pouco falou sobre o protecionismo norte-americano.

Boa vontade não basta

Clinton afirmou que apenas quatro países conseguirão superar com folga as metas de Kyoto: Suécia, Dinamarca, Alemanha e Reino Unido. Segundo o líder americano, não basta ter vontade de diminuir as emissões de carbono, é preciso saber como fazê-lo. “O Brasil teve sucesso em responder essa questão”, afirmou.

O ex-presidente elogiou o programa de biocombustíveis brasileiro e afirmou que a prática é uma das possíveis soluções para o dilema ambiental. “O sucesso da indústria de etanol e cana-de-açúcar é um ponto fundamental de como podemos superar este desafio (o aquecimento global)”. Clinton disse ainda que o Brasil pode “liderar o caminho para um futuro melhor”.

Desafios

Um dos desafios que o etanol brasileiro tem pela frente, segundo Clinton, é provar par o mundo que a produção do combustível não significará destruição da floresta tropical. Além disso, o Brasil deve provar que pode ajudar outros países a produzir biocombustíveis de maneira sustentável, sem afetar a produção de alimentos.

Para Clinton, o modelo econômico atual provou ser insustentável e requer uma grande mudança. “Vivemos agora um momento muito instável [...] Lidar com o desafio da sustentabilidade é a única forma de ser mais sustentável”, salientou. “Precisamos lidar com as oportunidades para reduzir as emissões de gases de forma economicamente viável.”


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