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Alternativas renováveis ao etanol ainda esbarram em custos
Site Invertia - www.invertia.com.br
02/06/2009

Combustíveis renováveis alternativos ao etanol, especialmente a energia elétrica, ainda estão distantes de se tornarem viáveis para o uso em veículos automotores, esbarrando em custos elevados, mas o desenvolvimento de tais "biocombustíveis" é necessário, disseram especialistas em um debate no Ethanol Summit, realizado em São Paulo nesta terça-feira.

"Acho que o Brasil fez algo extraordinário com o etanol, é algo que precisa ser usado, mas não necessariamente é uma situação sustentável global. Outras coisas entrarão na matriz energética global", afirmou Prabhakar Patil, presidente-executivo da Compact Power, produtora de baterias de lítio, que aumentam a autonomia dos carros elétricos.

Entrentanto, ele avaliou que mudanças de fontes de energia para veículos "não se fazem do dia para a noite," admitindo ainda que atualmente seria impossível gerar mais energia elétrica também para a utilização automotora. "As usinas (produtoras de eletricidade) já estão com capacidade máxima."

Observando que parte da eletricidade global é gerada a partir de termelétricas movidas a carvão, fonte mais poluidora, o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank, considerou também que será difícil encontrar quantidade de energia limpa no mundo, boa como o etanol, para utilização em veículos automotores.

Henrik Fisker, presidente-executivo da Fisker Automotive, que trabalha no desenvolvimento de carros ambientalmente sustentáveis, seguiu na linha do presidente da Unica. "Não faz sentido começar a sonhar, todo mundo tem que estar consciente que as baterias são caras", declarou Fisker, durante debate coordenado pelo editor de Ciência da revista The Economist, Geoffrey Carr.

Segundo o executivo da Fisker, por algum tempo o mundo continuará usando combustíveis fósseis, especialmente porque hoje "não se pode fazer um carro elétrico por US$ 10 mil a US$ 15 mil".

"Mas se não dissermos que é possível, nunca vamos começar a desenvolver alternativas," acrescentou, observando que levará mais dez anos para o mundo contar com carros a bateria em maior escala. "Mas serão veículos caros."

O custo da bateria de lítio, por exemplo, custa 30% do valor total do carro, segundo Patil. Entretanto, Fisker avaliou que apenas com a maior demanda de consumidores, mesmo por esses produtos com preços mais elevados, vai ser disparado um processo para o barateamento da tecnologia. "Quando há mais demanda, o preço cai, e provavelmente essa demanda começará pelos países mais ricos."

Patil concordou: "Nos próximos 5 a 10 anos, haverá redução de preço. Isso deve ser suficiente para acelerar a disseminação da tecnologia."


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