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Unica reivindica programa de estocagem de etanol
Portal Terra
03/03/2009

A prioridade número um da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) é a constituição pelo governo de um programa de estocagem de etanol para o início da safra, em maio. Com ele, a instituição acredita que será possível manter a regularidade de preços, sem agravar ainda mais a situação das empresas do setor neste momento de crise. A afirmação é do presidente da instituição, Marcos Jank, durante a apresentação da segunda edição do Ethanol Summit, programado para os dias 1, 2 e 3 de junho no Sheraton WTC Hotel, em São Paulo.

Para o presidente da Unica, Marcos Jank, sem um programa de estocagem, pode ocorrer uma migração dos produtores do etanol para o açúcar e, com o aumento da oferta internacional, uma redução também no preço da commodity. Segundo Jank, quem vai definir o preço do açúcar no mercado externo é o Brasil. Com o programa de estocagem, será possível equilibrar os preços do etanol e do açúcar, reduzindo o risco de perda dos usineiros com os dois produtos.

Consolidação

Na opinião de Jank, os fundamentos econômicos do segmento sucroalcooleiro são bons. Ele entende que empresas do setor apresentam fragilidade na área financeira em função da crise econômica mundial. Não é uma crise do setor, mas de algumas empresas. Haverá consolidações que, certamente, resultarão em empresas mais eficientes, ressalta o dirigente.

Ainda há falta de recursos para exportação, mas ele vê boas possibilidades no futuro próximo. Se os programas discutidos com o governo forem implementados como esperamos, podemos até mesmo exportar mais em valor neste ano do que em 2008, uma vez que o preço do açúcar deve melhorar, diz. O dirigente salienta que haverá uma elevação do consumo da commodity principalmente por causa da mudança de hábito alimentar em países da Ásia.

Encontro do setor

O possível aumento do protecionismo no mercado internacional não preocupa o dirigente. Nosso segmento já enfrenta o problema há anos. Estamos entre os três setores mais protegidos do agronegócio mundial. O quadro já era ruim e não vai melhorar, afirma Jank.

Sobre a segunda edição do Ethanol Summit, programada para o começo de junho, o dirigente salientou que a organização vai trazer ao País cientistas, dirigentes e empresários para discutir os passos que o setor deverá dar nos próximos anos. Com o governo dos Estados Unidos, por exemplo, estamos conversando para trazer autoridades recém-empossadas para participar do evento, explicou.

Cerca de 150 palestrantes estarão participando do encontro, que tem a duração de três dias. Além das plenárias, serão realizadas cinco salas temáticas com os seguintes temas: sustentabilidade, tecnologia, futuro do setor, mercados e negócios e temas gerais. De acordo com os organizadores, devem participar do evento 1.500 pessoas. Neste ano, a programação inclui uma feira, a Ethanol Trade Show. Durante o evento, cerca de 80 expositores vão mostrar inovações e tecnologias de produtos, equipamentos e serviços voltados para energias renováveis.

De acordo com os organizadores vários especialistas já estão confirmados. Entre eles estão o fundador da Consultoria SustainAbility, John Elkington, do professor da Uppsala University, na Suécia, Kjell Aleklett, do professor de Análise de Sistemas Energéticos da University Utrecht André Faaij, do professor da USP José Goldemberg, do coordenador do Centro de Agronegócios da FGV, Roberto Rodrigues, do presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, do presidente da CanaVialis-Monsanto, Ricardo Madureira.

Entre os convidados ainda não confirmados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador de São Paulo, José Serra, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, entre outros. No plano internacional, foram convidados o secretário de Energia dos Estados Unidos, Steven Chu, o secretário da Agricultura norte-americano, Tom Vilsack, a comissária para Agricultura da União Européia, Marian Fischer-Boel, o primeiro-ministro da Suécia, Frederik Reinfeldt, entre outros.


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